.Prefácio

Sempre me perguntei: Porque exatamente nós desejamos que alguém morra? Eu não sei. Mas eu quero que tantas pessoas ao meu redor tenham infartos, adquiram doenças ou até mesmo se matem por não encontrarem mais sentido na vida. Hoje eu faço exatamente 17 anos de idade. Em um ano eu teoricamente teria minha independência. Não financeira, e indireta, obviamente. Minha família ainda seria minha fonte de renda. Vêem o problema? Bem, na verdade não existe um problema muito grande. Minha família se baseia em um pai, uma mãe e duas irmãs. Não amo nenhum deles. Quero que eles morram. Sim, quero! O governo teria que me mandar uma pensão, ou então eu encontraria pais adotivos, mas eu simplesmente os odeio. Tente ter um pai retardado, que trabalha em uma empresa que você nem ao menos consegue entender sobre o que é. Que te diz o que fazer, mesmo sem saber o que ele próprio está falando. Que acha que internet, tecnologia e qualquer afim é simplesmente uma perda de tempo. Que a vida está nos livros e que estudo é a única coisa que importa. Quanto a minha mãe? Bem, ela simplesmente não sabe que eu existo. Nunca para em casa, trai meu pai e ao mesmo tempo diz a ele que é o único em sua vida. Bem, de certa forma é verdade, a vadia é bissexual e o trai com uma mulher. Muito interessante, não é? Não para mim, todos da escola falam que minha mãe é lésbica, e bem, eu já não sou exatamente querido, e com isso as coisas melhoram.

Quanto as minhas irmãs: Duas patricinhas, uma mais nova e uma velha que eu. Uma que ninguém atura, por apenas saber falar sobre a sua querida boyband que ganha prêmios e possui segundo ela “os garotos mais lindos e perfeitos do mundo”. A mais velha? Apenas sabe perguntar o que estou fazendo, e por que. Não consegue ficar um minuto sem se intrometer na minha vida, e praticamente me persegue. Isso sem contar do namoradinho chato dela, que se acha o maioral porque possui mais músculos do que o normal. Bem, músculos sim, cérebro não. Se uma mosca passar na frente do garoto, das duas uma: Ou ele fica a encarando, ou ele foge com medo dela o picar. E por fugir eu digo gritar, correr, cair no chão e dizer “NÃAAAO ELA ME ATACOU!”. Enfim, bem vindos a minha vida, e não se assustem com as possíveis futuras mortes. Elas irão acontecer, e tenho certeza de que não irão me abalar.

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